Análise epidemiológica dos acidentes de trânsito no Brasil na última década

Autores

  • Rayssa Santos Arcanjo UNIME
  • Brendo Cardoso dos Santos UNIME
  • Ana Letícia Barros de Souza UNIME
  • Clara Liz Pereira de Souza UNIME
  • Maria Julia Carvalho Pinto UNIME
  • Maria Dácila Vitorino de Oliveira UNIME
  • Larissa Chastinet Oliveira União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME) https://orcid.org/0009-0004-1657-9472

Palavras-chave:

Acidentes de Trânsito, MORTE, População

Resumo

Introdução: Ultimamente, o Brasil testemunha uma série de mudanças significativas relacionadas aos Acidentes de Trânsito Terrestres (ATT). A evolução desses eventos representa uma preocupação para a saúde pública, afetando a economia e qualidade de vida da população. Este estudo analisa o perfil epidemiológico dos óbitos relacionados a ATT no Brasil entre 2012-2022, visando compreender a população afetada e possíveis causas. Metodologia: Estudo ecológico transversal, utilizando dados do DATASUS sobre óbitos por ATT e as variáveis: gênero, estado civil, faixa etária, religião, raça/cor, estado de residência e o tipo de ATT. Resultados: Entre 2012 e 2022, houveram 157.591 óbitos na Região Norte, (23.05%) por ATT. A maioria deles em homens (82.66%), de 20 a 39 anos (45.9%), solteiros (52.6%), pardos (75.3%), 1 a 7 anos de estudos (42.1%). O Nordeste registrou 122.898 óbitos, (22.94%) por ATT, (85.17%) homens, (45,2%) de 20 a 39 anos, (77,4%) pardos, (42,9%) 1 a 7 anos de escolaridade. O Sudeste registrou 136.586 óbitos, (22.88%) por ATT, homens (81.6%), brancos (53.4%), 20 a 39 anos (41.9%), escolaridade de 1 a 7 anos (33,5%). No Sul, houveram 67.478 óbitos, (28.94%) por ATT, (80.2%) homens, brancos (84.3%), escolaridade (37.2%) de 1 a 7 anos. No Centro-Oeste, foram 43.960 óbitos, (30.09%) por ATT, 20 a 39 anos (41.5%), pardos (58,4%), 1 a 7 anos (38.2%). Discussão: Os ATT representam uma parcela dos óbitos por causas externas, predominantemente em homens, de 20 a 39 anos, solteiros e com escolaridade baixa, variando a cor/raça entre as regiões. Conclusão: Evidenciou-se uma relação entre os ATT e características sociodemográficas. Recomenda-se políticas de segurança sensíveis às diferenças regionais e educação com enfoque no público-alvo.

Referências

Beatriz A, Taísa Vieira Garcia, Gustavo, Rodrigues E, Patrícia Bossolani Charlo, Marcelo da Silva. Caracterização epidemiológica e sociodemográfica de acidentes de trânsito: uma revisão integrativa da literatura. Saúde Coletiva. 2020 Sep 3;10(55):2797–814.

Bechlin AR, Mantovani GG, Piffer M. CARACTERÍSTICAS DA MORTALIDADE DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO NO BRASIL. SLAEDR [Internet]. 3º de dezembro de 2021.

Bertho ACS, et al. Mortes por acidentes de trânsito nas capitais do nordeste e do sudeste: diferenças regionais. Anais. 2017; p. 1-19.

MT de, Nébia Maria Almeida de Figueiredo. ACIDENTES DE TRÂNSITO. Ambiente: Gestão e Desenvolvimento. 2019 Dec 26;12(3):123–43.

Campos Soares L, Do Prado HA, Balaniuk R, Ferneda E, De Bortoli A. Caracterização de acidentes rodoviários e as açoes governamentais para a redução de mortes e lesões no trânsito. Revista Transporte y Territorio. 2018 Dec 28;0(19).

Rios PAA, Mota ELA, Ferreira LN, Cardoso JP, Ribeiro VM, Souza BS de. Factors associated with traffic accidents among drivers: findings from a population-based study. Ciência & Saúde Coletiva [Internet]. 2020 Mar 6;25(https://doi.org/10.1590/1413-81232020253.1192201):943–55. Available from: https://www.scielosp.org/article/csc/2020.v25n3/943-955/en/

Felix FEG, Nascimento EGC do. ADESÃO A EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA NO TRÂNSITO POR MULHERES. Saúde e Pesquisa. 2018 Aug 30;11(2):369.

Abreu ÂMM, Lima JMB de, Matos LN, Pillon SC. Uso de álcool em vítimas de acidentes de trânsito: estudo do nível de alcoolemia. Revista Latino-Americana de Enfermagem [Internet]. 2010 Jun 1 [cited 2022 Apr 28];18(https://doi.org/10.1590/S0104-11692010000700005):513–20. Available from: https://www.scielo.br/j/rlae/a/fJkdwS7jqqStBCh8Q8hyjtf/abstract/?lang=p

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Brasileiro de 2022. Rio de Janeiro: IBGE; 2012. Available from: https://censo2022.ibge.gov.br/

Rocha GS, Silva CÁ da, Crispim LV. Gravidade e lesões traumáticas em vítimas de acidente de trânsito internadas em um hospital público. Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro. 2021 Jul 23;11 (https://doi.org/10.19175/recom.v11i0.3870).

Downloads

Publicado

02.04.2025

Como Citar

1.
Santos Arcanjo R, Cardoso dos Santos B, Barros de Souza AL, Pereira de Souza CL, Carvalho Pinto MJ, Vitorino de Oliveira MD, Chastinet Oliveira L. Análise epidemiológica dos acidentes de trânsito no Brasil na última década. BMS [Internet]. 2º de abril de 2025 [citado 4º de abril de 2025];10(14). Disponível em: https://bms.ifmsabrazil.org/index.php/bms/article/view/762