Análise epidemiológica dos acidentes de trânsito no Brasil na última década
Palavras-chave:
Acidentes de Trânsito, MORTE, PopulaçãoResumo
Introdução: Ultimamente, o Brasil testemunha uma série de mudanças significativas relacionadas aos Acidentes de Trânsito Terrestres (ATT). A evolução desses eventos representa uma preocupação para a saúde pública, afetando a economia e qualidade de vida da população. Este estudo analisa o perfil epidemiológico dos óbitos relacionados a ATT no Brasil entre 2012-2022, visando compreender a população afetada e possíveis causas. Metodologia: Estudo ecológico transversal, utilizando dados do DATASUS sobre óbitos por ATT e as variáveis: gênero, estado civil, faixa etária, religião, raça/cor, estado de residência e o tipo de ATT. Resultados: Entre 2012 e 2022, houveram 157.591 óbitos na Região Norte, (23.05%) por ATT. A maioria deles em homens (82.66%), de 20 a 39 anos (45.9%), solteiros (52.6%), pardos (75.3%), 1 a 7 anos de estudos (42.1%). O Nordeste registrou 122.898 óbitos, (22.94%) por ATT, (85.17%) homens, (45,2%) de 20 a 39 anos, (77,4%) pardos, (42,9%) 1 a 7 anos de escolaridade. O Sudeste registrou 136.586 óbitos, (22.88%) por ATT, homens (81.6%), brancos (53.4%), 20 a 39 anos (41.9%), escolaridade de 1 a 7 anos (33,5%). No Sul, houveram 67.478 óbitos, (28.94%) por ATT, (80.2%) homens, brancos (84.3%), escolaridade (37.2%) de 1 a 7 anos. No Centro-Oeste, foram 43.960 óbitos, (30.09%) por ATT, 20 a 39 anos (41.5%), pardos (58,4%), 1 a 7 anos (38.2%). Discussão: Os ATT representam uma parcela dos óbitos por causas externas, predominantemente em homens, de 20 a 39 anos, solteiros e com escolaridade baixa, variando a cor/raça entre as regiões. Conclusão: Evidenciou-se uma relação entre os ATT e características sociodemográficas. Recomenda-se políticas de segurança sensíveis às diferenças regionais e educação com enfoque no público-alvo.
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